Zona de atuação · Torres Novas

Furos de Água em Torres Novas

Fazemos furos de captação de água no concelho de Torres Novas, da Serra de Aire às várzeas do Almonda, para moradias, quintas, olival, hortas e rega. Tratamos do licenciamento na ARH Tejo e Oeste, analisamos a água e entregamos o orçamento em 24–48 h.

✓ Orçamento gratuito✓ Licenciamento tratado por nós✓ Resposta em 24–48 h

Atualizado em 16 de outubro de 2026 · Fontes no fim da página

A resposta curta. Torres Novas fica todo na região hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A), por isso o pedido segue para a ARH Tejo e Oeste. A APA associa o concelho a três massas de água subterrânea: o Maciço Calcário Estremenho, a Bacia do Tejo-Sado / Margem Direita e as Aluviões do Tejo. Além disso, parte do concelho está no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (freguesias de Chancelaria e Pedrógão, em parte) e outra parte na Reserva Natural do Paul do Boquilobo, onde o plano da reserva interdiz furos nas áreas de proteção parcial e sujeita-os a autorização do ICNF nas de proteção complementar. Por isso confirmamos pelo pin onde cai o terreno antes de lhe propormos uma profundidade ou um preço.

Serra de Aire e várzeas do Almonda: o território que o município descreve

O município de Torres Novas descreve um concelho de 270 km², com dez freguesias, onde coexistem a formação calcária e cársica da Serra de Aire e as várzeas do rio Almonda, que se alargam em lezírias junto à confluência com o Tejo. Faz fronteira com Tomar, Ourém, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha, Golegã, Santarém e Alcanena. Entre as freguesias estão Riachos, Meia Via, Zibreira, Assentis, Pedrógão, Chancelaria e as uniões de freguesias de Olaia e Paço e as duas de Torres Novas. O INE contou 34 111 residentes em 2021. O município aponta o azeite entre as áreas de especialização do agroalimentar. Cada zona pede um furo diferente.

Três massas de água: calcário, margem direita e aluvião

Nas fichas do plano de gestão, Torres Novas aparece em três massas de água subterrânea. Na serra, o Maciço Calcário Estremenho tem 786 km², meio fissurado incluindo cársico, e uma recarga média de 427 hm³ por ano; a APA dá-lhe estado químico bom, mas em risco por causa do nitrato. Em carso, um furo pode apanhar uma conduta e render muito, ou falhá-la por metros e render pouco, e é por isso que o caudal nunca é prometido antes de vermos o terreno.

A Bacia do Tejo-Sado / Margem Direita, com 1 644 km², é um meio poroso moderadamente produtivo. A APA dá-lhe estado químico medíocre, por fósforo total, e coloca-a em risco quantitativo, com a agricultura como pressão. As Aluviões do Tejo, com 1 113 km², são muito produtivas, mas têm estado químico medíocre, por nitrato, nitrito, oxidabilidade e desetilsimazina, e também estão em risco quantitativo.

Zona vulnerável a nitratos: só parte do concelho

As Aluviões estão na zona vulnerável do Tejo, definida pela Portaria n.º 164/2010, e a APA diz que a massa não cumpre os objetivos dessa zona protegida. Na Portaria n.º 259/2012, Torres Novas figura entre os concelhos que só em parte estão na zona. O terreno tanto pode ficar dentro como fora, e o pin mostra qual. Num furo de rega na várzea, a análise mede nitratos, fósforo e pesticidas, e comentamos o resultado consigo antes de regar.

Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

Torres Novas é um dos sete concelhos do plano de ordenamento do Parque Natural (Resolução do Conselho de Ministros n.º 57/2010), que sujeita a parecer do ICNF as utilizações dos recursos hídricos nas áreas com regimes de proteção. A Resolução n.º 104/2023 atualizou os limites do Parque e manteve o plano de 2010 em vigor até à atualização do plano diretor de cada concelho ou à suspensão das normas por atualizar (n.º 6); o seu quadro só inclui em Torres Novas as freguesias de Chancelaria e Pedrógão, ambas em parte. Em 2021, o município adaptou o seu plano diretor aos planos especiais do Parque e da Reserva do Paul do Boquilobo. Não encontrámos publicada a adaptação do plano diretor ao programa de 2023, e por isso não afirmamos qual dos dois regimes se aplica no seu terreno. Dentro do Parque, o programa especial de 2023 prevê para os furos a interdição ou a autorização ou parecer do ICNF, conforme o tipo de área. Só parte do concelho está nessas condições, e vemos pelo pin se o seu terreno está.

Reserva Natural do Paul do Boquilobo

A Reserva Natural do Paul do Boquilobo abrange parte dos concelhos da Golegã e de Torres Novas, e o seu plano de ordenamento (Resolução do Conselho de Ministros n.º 50/2008) é explícito sobre furos: nas áreas de proteção parcial, o plano interdiz a abertura de poços ou furos de captação de água; nas de proteção complementar, as obras de enxugo, drenagem e abertura de poços ou furos ficam sujeitas a autorização do ICNF. Esse plano de 2008 está em vigor: o Despacho n.º 2653/2025, de fevereiro de 2025, mandou elaborar o Programa Especial da Reserva, que deve adaptar o plano vigente e manter, em princípio, as suas soluções, num prazo de 24 meses. Não encontrámos esse programa aprovado, e por isso aplicamos o plano de 2008. Se o seu terreno fica para os lados da reserva, não lhe orçamentamos nada sem primeiro vermos no pin em que área cai.

Novas captações e aproveitamentos hidroagrícolas

O plano de gestão do Tejo prevê condicionantes à construção de novas captações de água subterrânea nas Aluviões do Tejo e na Bacia do Tejo-Sado, e condicionar o licenciamento de novas captações de rega nas áreas de aproveitamentos hidroagrícolas públicos. As duas medidas constam como «em execução». O plano diretor de Torres Novas refere o Projeto do Aproveitamento Hidroagrícola do Alvorão. O texto dessas condicionantes não o achámos publicado, por isso não garantimos que um terreno as cumpra: perguntamos à ARH e a resposta fica escrita no orçamento. O relatório de seca de 31 de agosto de 2026 dá como críticas a Margem Esquerda, Pisões–Atrozela e Malhão; as massas de Torres Novas ficam fora dessa lista, que se atualiza mensalmente.

Almonda e cheias

Torres Novas não está entre as 15 áreas de risco potencial significativo de inundação da região hidrográfica, mas o plano de gestão dos riscos prevê a reabilitação da rede hidrográfica do rio Almonda, em Torres Novas. Na várzea, o orçamento descreve como defendemos a cabeça do furo e o quadro elétrico das águas. A última palavra sobre furar numa zona inundável é sua.

Moradias, quintas e explorações

Em Torres Novas, trabalhamos sobretudo em três situações.

  • Moradias em Meia Via, Riachos, Zibreira e nos arredores da cidade: furo pequeno, para o jardim ou para a casa, em regra com bomba de 5 cv no máximo. A água só vai para a casa depois de analisada.
  • Quintas e olival em Assentis, Olaia, Paço e Brogueira: furo de rega, com depósito e análise antes de regar.
  • Várzea, serra e áreas protegidas em Riachos, Pedrógão e Chancelaria: são os processos mais difíceis, por causa da zona vulnerável, do Parque e da Reserva. Pedem estudo à parte e, com bomba acima de 5 cv, licença.

Licenciamento em Torres Novas

Todo o concelho é RH5A, portanto o pedido é dirigido à ARH Tejo e Oeste no SILiAmb. Bomba até 5 cv: comunicação prévia. Acima disso: licença. Numa área protegida, num aproveitamento hidroagrícola ou numa massa com condicionantes, a resposta pode ser outra, e por isso só orçamentamos depois de perguntar. Tratamos da documentação, acompanhamos a decisão e furamos apenas quando ela chega. Veja as etapas em Licenciamento.

O que fazemos no seu terreno

  • Estudo do pin: serra, várzea ou aluvião, e limites do Parque Natural, da Reserva do Paul do Boquilobo e da zona vulnerável
  • Furo revestido e ensaio de caudal, com um relatório do que lá encontrámos
  • Análise da água, com nitratos, fósforo e pesticidas se o furo for de rega
  • Bomba e depósito, ligados à casa ou à rega
  • Licenciamento tratado de ponta a ponta na ARH Tejo e Oeste

Para norte e para sul, vá a Tomar, a Ourém e a Santarém.

Quanto custa um furo no concelho de Torres Novas

Entre um furo curto na várzea do Almonda e um furo fundo na serra, o preço muda bastante de um caso para o outro, e é o estudo do terreno que o define. Não fixamos um valor para o concelho. Os valores públicos de referência para todo o país são 20 a 60 € por metro (média ≈ 30 €) e 4 000 a 8 000 € no furo doméstico completo, que em regra exclui a bomba. Há mais detalhe, por profundidade, em Preços.

Como pedir o orçamento

Partilhe o pin do terreno e diga se a água é para casa, horta, olival ou exploração.
Cruzamos o pin com a massa de água, com a entidade que licencia e com os limites do Parque Natural, da Reserva do Paul do Boquilobo e da zona vulnerável.
O orçamento chega em 24–48 h, discriminado: furo, ensaio de caudal, análise, bomba e licença.

Perguntas frequentes — Torres Novas

Que ARH licencia um furo em Torres Novas?

A ARH Tejo e Oeste: a APA põe Torres Novas todo na região hidrográfica RH5A (Tejo e Ribeiras do Oeste). O pedido segue no SILiAmb e somos nós a preparar os documentos.

Um furo em Torres Novas precisa de parecer do ICNF?

Só se o terreno estiver numa área protegida. Torres Novas é um dos sete concelhos do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (em parte, nas freguesias de Chancelaria e Pedrógão) e tem parte da Reserva Natural do Paul do Boquilobo. Nesta, o plano interdiz furos nas áreas de proteção parcial e sujeita-os a autorização do ICNF nas de proteção complementar. É o plano de 2008, que continua em vigor enquanto o programa especial da reserva está em elaboração. Confirmamos pelo pin se é o seu caso.

Há condicionantes a furos novos nas Aluviões do Tejo?

O plano de gestão do Tejo prevê condicionantes a novas captações nas Aluviões e na Bacia do Tejo-Sado, mas o texto não está publicado, pelo que sabemos. O pin mostra em que massa fica o terreno e a ARH diz-nos o que se aplica, antes de avançarmos.

Posso regar a horta com a água de um furo na várzea?

Só a análise o confirma. Na classificação da APA, as Aluviões do Tejo têm estado químico medíocre e integram a zona vulnerável do Tejo, de que Torres Novas ocupa apenas uma parte. Isso descreve a massa, não o seu furo: por isso a água é analisada antes de regar.

O furo na Serra de Aire dá sempre muita água?

Não. Em rocha cársica, o furo que acerta numa conduta rende muito e o que a falha rende pouco. Por isso nunca prometemos caudal antes de ver o terreno e fazemos sempre ensaio depois de furar.

Em quanto tempo recebo o orçamento?

Em 24–48 h, assim que tivermos o pin e o uso da água. A licença leva o tempo que a ARH levar. Peça o orçamento para o terreno em Torres Novas.

Fontes

  1. APA, PGRH RH5A 3.º ciclo (2022–2027), Resumo Não Técnico da AAE: concelhos totalmente abrangidos pela região hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste; Áreas de Risco Potencial Significativo de Inundações (ARPSI) e medidas de minimização do risco (PDF). apambiente.pt
  2. APA, PGRH RH5 2016–2021, Parte 5, Anexo III: fichas das massas de água subterrânea (concelhos, meio hidrogeológico, área, recarga): Maciço Calcário Estremenho, Bacia do Tejo-Sado / Margem Direita e Aluviões do Tejo (PDF). apambiente.pt
  3. APA, PGRH RH5 2016–2021, Parte 2: zonas vulneráveis (Quadro 1.16) e concelhos da região hidrográfica (PDF). apambiente.pt
  4. APA, PGRH RH5A 4.º ciclo 2028–2033, 2.ª fase, Anexo II — QSiGA 7 e 13: estado químico e quantitativo das massas, parâmetros em causa, zona vulnerável do Tejo e medidas para novas captações (PDF, março de 2026). apambiente.pt
  5. Diário da República, 1.ª série, n.º 52, de 16 de março de 2010: Portaria n.º 164/2010, zonas vulneráveis a nitratos (anexo I: zona vulnerável do Tejo, 2 416,86 km²) (PDF). files.diariodarepublica.pt
  6. Diário da República, 1.ª série, n.º 166, de 28 de agosto de 2012: Portaria n.º 259/2012, programa de ação para as zonas vulneráveis de Portugal continental (anexo I: zona vulnerável do Tejo, concelhos que só em parte pertencem à zona, entre eles Torres Novas) (PDF). files.diariodarepublica.pt
  7. Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca (APA/GPP): Monitorização agrometeorológica e hidrológica, 31 de agosto de 2026, n.º 4.3 (massas de água subterrânea em situação crítica e em vigilância; manutenção das restrições a novas captações) (PDF). gpp.pt
  8. Diário da República, 1.ª série, n.º 156, de 12 de agosto de 2010: Resolução do Conselho de Ministros n.º 57/2010, Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (concelhos abrangidos; regime das áreas de proteção) (PDF). files.diariodarepublica.pt
  9. Diário da República, 1.ª série, n.º 170, de 1 de setembro de 2023: Resolução do Conselho de Ministros n.º 104/2023, atualização dos limites e Programa Especial do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (anexo I, quadro 1: freguesias de Chancelaria e Pedrógão, em parte; n.os 3, 5 e 6 da resolução; anexo II, capítulo III) (PDF). files.diariodarepublica.pt
  10. Diário da República, 1.ª série, n.º 56, de 19 de março de 2008: Resolução do Conselho de Ministros n.º 50/2008, Plano de Ordenamento da Reserva Natural do Paul do Boquilobo (art. 1.º, n.º 2; art. 13.º, n.º 1, al. a); art. 15.º, al. f)) (PDF). files.diariodarepublica.pt
  11. Diário da República, 2.ª série, n.º 40, de 26 de fevereiro de 2025: Despacho n.º 2653/2025, início da elaboração do Programa Especial da Reserva Natural do Paul do Boquilobo (prazo de 24 meses; mantém, em princípio, as soluções do plano de 2008) (PDF). files.diariodarepublica.pt
  12. DGT, Plataforma de Consulta de Gestão Territorial (PCGT): Programa Especial da Reserva Natural do Paul do Boquilobo (PERNPB), procedimento de elaboração, sem aprovação nem publicação registadas (consulta em 17 de outubro de 2026). pcgt.dgterritorio.gov.pt
  13. Diário da República, 2.ª série, n.º 132, de 9 de julho de 2021: Município de Torres Novas, Aviso n.º 12970/2021, alteração do PDM por adaptação aos planos especiais do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e da Reserva Natural do Paul do Boquilobo (PDF). files.dre.pt
  14. Município de Torres Novas, História e caracterização: área, freguesias, fronteiras, Serra de Aire, Almonda e áreas de especialização. cm-torresnovas.pt
  15. Assembleia da República, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, quadro do município de Torres Novas: freguesias e uniões de freguesias (PDF). files.diariodarepublica.pt
  16. INE, Censos 2021: população residente por concelho (indicador 0011609). ine.pt
  17. Zaask, "Quanto custa fazer um furo de água?" — 20 a 60 €/m, média ≈ 30 €/m. zaask.pt
  18. idealista/news, "Poços e furos de água: é necessário licenciamento?" (14 set. 2026) — preços e regra dos 5 cv. idealista.pt
  19. APA — Licenciamento online (SILiAmb), módulo de recursos hídricos. apambiente.pt

Fontes consultadas até 16 de outubro de 2026. Valores indicativos; confirme sempre com a proposta e com a ARH.

Peça o seu orçamento gratuito

Resposta em 24–48 h · Sem compromisso. Deixe os dados, descreva o terreno e entramos em contacto.

Abra o Google Maps, marque um pin no terreno e escolha Partilhar → Copiar link. Cole aqui esse link, em vez da sua localização atual. Abrir Google Maps.

📞 Ligar agoraOrçamento grátis