Furos de Água em Abrantes
Fazemos furos de captação de água no concelho de Abrantes para moradias, quintas, olival, hortas e rega. Tratamos do licenciamento na ARH Tejo e Oeste, analisamos a água e entregamos o orçamento em 24–48 h.
Atualizado em 16 de outubro de 2026 · Fontes no fim da página
A resposta curta. Abrantes fica todo na região hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A), por isso o pedido segue para a ARH Tejo e Oeste. A APA associa o concelho a quatro massas de água subterrânea: o Maciço Antigo Indiferenciado, a Bacia do Tejo-Sado Indiferenciado, a Bacia do Tejo-Sado / Margem Esquerda e as Aluviões do Tejo. O que mais pesa em quem quer um furo é a Margem Esquerda: o plano dá-lhe estado químico medíocre, coloca-a em risco quantitativo e, no relatório de seca de agosto de 2026, ela está em situação crítica, com restrições a novas captações. Por isso confirmamos pelo pin em que massa cai o terreno e falamos com a ARH antes de lhe propormos uma profundidade ou um preço.
Um concelho grande, com 715 km² e 13 freguesias
Segundo o Portal da Transparência, Abrantes tem 715 km² e 13 freguesias, entre elas Tramagal, Pego, Mouriscas, Bemposta, Carvalhal, Fontes, Martinchel, Rio de Moinhos e as uniões de Alvega e Concavada, de Aldeia do Mato e Souto, de São Facundo e Vale das Mós, e de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo. Em 2021, o INE contou 34 329 residentes. Num concelho desta dimensão, o furo de uma moradia em Tramagal e o de uma quinta em Mouriscas podem estar em massas de água diferentes, e é isso que explicamos a seguir.
Quatro massas de água, duas delas de «importância local»
Nas fichas do plano de gestão, Abrantes aparece em quatro massas. Duas são aquíferos insignificantes, que a APA descreve como água subterrânea de importância local: o Maciço Antigo Indiferenciado da Bacia do Tejo (14 268 km²) e a Bacia do Tejo-Sado Indiferenciado (926 km²). Em rocha antiga, o furo vive de fraturas e não de uma camada contínua de água, por isso o caudal varia muito de um terreno para o vizinho, e nós nunca o prometemos antes de furar. As outras duas são aquíferos porosos classificados como muito produtivos: a Bacia do Tejo-Sado / Margem Esquerda (6 876 km²) e as Aluviões do Tejo (1 113 km²).
Maciço Antigo: bom estado, mas em risco
A APA dá ao Maciço Antigo estado químico bom, mas diz que está em risco de não cumprir os objetivos, porque houve estações com valores médios acima do limiar para a bentazona (um herbicida), o fósforo total e o nitrato. Considera-o também em risco quantitativo, porque o volume extraído pelas captações existentes está próximo dos recursos disponíveis, e aponta a agricultura como pressão. Num furo novo nesta massa, pedimos análise completa e olhamos para o que já se extrai à volta antes de falarmos em caudal.
Margem Esquerda: a massa de que mais se fala
A Bacia do Tejo-Sado / Margem Esquerda é a maior massa subterrânea ligada a Abrantes. O plano do quarto ciclo dá-lhe estado químico medíocre, por fósforo total, nitrato e pela soma dos pesticidas detetados, e coloca-a em risco quantitativo. Diz ainda que, em dezembro de 2025, os níveis de água subterrânea em várias estações monitorizadas continuavam abaixo do percentil 20, e que, das duas massas com níveis muito baixos desde 2018-2019 (esta e Pisões–Atrozela), a situação mais crítica é a da Margem Esquerda. O relatório de monitorização da seca de 31 de agosto de 2026 mantém-na em situação crítica, e para as massas críticas mantêm-se as restrições à atribuição de novas captações subterrâneas. A lista muda de mês para mês. Antes de dizermos se avançamos, vemos no pin se o terreno está nesta massa e perguntamos à ARH Tejo e Oeste o que vale neste momento.
Aluviões do Tejo e a zona vulnerável a nitratos
As Aluviões do Tejo, junto ao rio, são muito produtivas, mas o seu estado químico é medíocre, por nitrato, nitrito, oxidabilidade e desetilsimazina, e a APA põe-nas em risco quantitativo. Fazem parte da zona vulnerável do Tejo (Portaria n.º 164/2010) e a APA diz que não cumprem os objetivos dessa zona protegida. Na Portaria n.º 259/2012, Abrantes é um dos concelhos em que só uma parte está na zona, e o programa de ação vale para as explorações que estejam nela, no todo ou em parte. O terreno pode portanto ficar dentro ou fora, e é o pin que o mostra. Se o furo for para regar, a análise cobre nitratos, fósforo e pesticidas, e lemos o resultado consigo antes de ligar a água às culturas.
Novas captações: o que o plano prevê e o que não encontrámos publicado
O plano de gestão do Tejo inclui uma medida para definir e implementar condicionantes à construção de novas captações de água subterrânea na Bacia do Tejo-Sado, nas margens esquerda e direita, e nas Aluviões do Tejo, e outra para condicionar novas captações de rega em áreas de aproveitamentos hidroagrícolas públicos. A avaliação do plano dá ambas como «em execução». O conteúdo dessas condicionantes não o achámos publicado, e por isso nunca garantimos que um terreno as cumpra ou não. Perguntamos à ARH e a resposta fica no orçamento.
Cheias do Tejo e da ribeira de Rio de Moinhos
Abrantes–Estuário do Tejo é uma das 15 áreas de risco potencial significativo de inundação da região hidrográfica, de origem pluvial/fluvial, já identificada no primeiro ciclo. O plano de gestão dos riscos de inundações prevê ainda a reabilitação da rede hidrográfica da ribeira de Rio de Moinhos, em Abrantes. Se o terreno fica ao pé de um curso de água, o orçamento explica como resguardamos a cabeça do furo e o quadro elétrico. Furar ou não numa zona que inunda é decisão sua.
Moradias, quintas e explorações
Os pedidos que nos chegam de Abrantes são, sobretudo, de três tipos.
- Moradias em Tramagal, Pego, Alferrarede e arredores da cidade: um furo pequeno para o jardim ou para a casa, quase sempre com bomba até 5 cv. Só ligamos à casa depois de a análise dizer que a água serve.
- Quintas e olival em Mouriscas, Bemposta, Fontes e Martinchel: um furo de rega com depósito, e análise antes da primeira rega.
- Explorações junto ao Tejo em Alvega, Rossio ao Sul do Tejo e Rio de Moinhos: são os casos mais trabalhosos, por causa da zona vulnerável e das restrições a novas captações. Levam estudo à parte e, se a bomba passar dos 5 cv, licença.
Licenciamento em Abrantes
O concelho inteiro pertence à RH5A, logo quem decide é a ARH Tejo e Oeste, através do SILiAmb. Uma bomba até 5 cv pede comunicação prévia; mais potente do que isso, pede licença. Quando a massa de água tem restrições, a resposta da ARH pode mudar o plano, por isso perguntamos antes de fechar o orçamento. Montamos o processo, acompanhamos a resposta e furamos só quando ela chega. Os passos estão em Licenciamento.
O que fazemos no seu terreno
- Estudo do pin: massa de água, zona vulnerável do Tejo e proximidade de ribeiras
- Furo revestido, seguido de ensaio de caudal e de um relatório com o que encontrámos
- Análise da água, com nitratos, fósforo e pesticidas se for para regar
- Instalação da bomba e do depósito, e ligação a casa ou à rega
- Todo o processo junto da ARH Tejo e Oeste
A oeste e a noroeste, vá a Torres Novas e a Tomar.
Quanto custa um furo no concelho de Abrantes
Entre um furo curto na aluvião e um furo fundo em rocha antiga, o custo varia muito, e só estudando o terreno se percebe de que lado fica o seu. Não damos um valor único para o concelho. Para ter uma ordem de grandeza nacional: as plataformas públicas falam de 20 a 60 € o metro, com média perto de 30 €, e de 4 000 a 8 000 € por um furo doméstico completo, normalmente sem bomba. Veja a tabela por profundidade.
Como pedir o orçamento
Perguntas frequentes — Abrantes
Que ARH licencia um furo em Abrantes?
Quem licencia é a ARH Tejo e Oeste: a lista da APA põe Abrantes inteiro na região hidrográfica RH5A (Tejo e Ribeiras do Oeste). Submetemos o pedido no SILiAmb e tratamos de todos os papéis.
Posso fazer um furo novo na margem esquerda do Tejo?
Depende do local exato. A Bacia do Tejo-Sado / Margem Esquerda está em situação crítica no relatório de seca de agosto de 2026, com restrições a novas captações para as massas críticas, e o plano prevê condicionantes que não encontrámos publicadas. Com o pin confirmamos a massa e falamos com a ARH antes de lhe dizermos se avançamos.
Dá para regar a horta com um furo junto ao Tejo?
Depende da análise. A APA classifica as Aluviões do Tejo com estado químico medíocre, e a massa pertence à zona vulnerável do Tejo, onde Abrantes só entra em parte. Esse é um retrato da massa e não do seu furo; por isso a água é analisada antes da primeira rega.
O furo no Maciço Antigo dá sempre pouca água?
Não o podemos dizer antes de ver o terreno. A APA classifica a massa como aquífero insignificante, de importância local, e em rocha fraturada o caudal depende de acertar nas fraturas. Por isso nunca prometemos caudal e fazemos sempre ensaio depois de furar.
Posso furar num terreno que inunda?
O plano de gestão dos riscos de inundações identifica Abrantes–Estuário do Tejo como área de risco significativo. Com o pin vemos o terreno e, no orçamento, dizemos como protegemos a boca do furo e o equipamento. A decisão de furar numa zona inundável é sempre sua.
Em quanto tempo recebo o orçamento?
Dentro de 24–48 h depois de termos o pin e o uso da água. A licença demora o que a ARH demorar. Peça o orçamento para o terreno em Abrantes.
Fontes
- APA, PGRH RH5A 3.º ciclo (2022–2027), Resumo Não Técnico da AAE: concelhos totalmente abrangidos pela região hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste; Áreas de Risco Potencial Significativo de Inundações (ARPSI) e medidas de minimização do risco (PDF). apambiente.pt
- APA, PGRH RH5 2016–2021, Parte 5, Anexo III: fichas das massas de água subterrânea (concelhos, meio hidrogeológico, área, recarga): Maciço Antigo Indiferenciado da Bacia do Tejo, Bacia do Tejo-Sado Indiferenciado, Bacia do Tejo-Sado / Margem Esquerda e Aluviões do Tejo (PDF). apambiente.pt
- APA, PGRH RH5 2016–2021, Parte 2: zonas vulneráveis (Quadro 1.16) e concelhos da região hidrográfica (PDF). apambiente.pt
- APA, PGRH RH5A 4.º ciclo 2028–2033, 2.ª fase, Anexo II — QSiGA 7 e 13: estado químico e quantitativo das massas, parâmetros em causa, níveis piezométricos da Margem Esquerda, zona vulnerável do Tejo e medidas para novas captações (PDF, março de 2026). apambiente.pt
- Diário da República, 1.ª série, n.º 52, de 16 de março de 2010: Portaria n.º 164/2010, zonas vulneráveis a nitratos (anexo I: zona vulnerável do Tejo, 2 416,86 km²) (PDF). files.diariodarepublica.pt
- Diário da República, 1.ª série, n.º 166, de 28 de agosto de 2012: Portaria n.º 259/2012, programa de ação para as zonas vulneráveis de Portugal continental (anexo I: zona vulnerável do Tejo, concelhos que só em parte pertencem à zona, entre eles Abrantes) (PDF). files.diariodarepublica.pt
- Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca (APA/GPP): Monitorização agrometeorológica e hidrológica, 31 de agosto de 2026, n.º 4.3 (massas de água subterrânea em situação crítica e em vigilância; manutenção das restrições a novas captações) (PDF). gpp.pt
- Portal da Transparência (Governo de Portugal): município de Abrantes, superfície, freguesias e uniões de freguesias. transparencia.gov.pt
- Assembleia da República, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, quadro do município de Abrantes: freguesias e uniões de freguesias (PDF). files.diariodarepublica.pt
- INE, Censos 2021: população residente por concelho (indicador 0011609). ine.pt
- Zaask, "Quanto custa fazer um furo de água?" — 20 a 60 €/m, média ≈ 30 €/m. zaask.pt
- idealista/news, "Poços e furos de água: é necessário licenciamento?" (14 set. 2026) — preços e regra dos 5 cv. idealista.pt
- APA — Licenciamento online (SILiAmb), módulo de recursos hídricos. apambiente.pt
Fontes consultadas até 16 de outubro de 2026. Valores indicativos; confirme sempre com a proposta e com a ARH.
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