Zona de atuação · Bombarral

Furos de Água no Bombarral

Fazemos furos de captação de água no Bombarral, no Carvalhal, na Roliça e no Pó, sobretudo para rega de pomares, vinha e hortas, e também para moradias. Analisamos a água, tratamos do licenciamento na ARH Tejo e Oeste e entregamos o orçamento em 24–48 h.

✓ Orçamento gratuito✓ Licenciamento tratado por nós✓ Resposta em 24–48 h

Atualizado em 16 de outubro de 2026 · Fontes no fim da página

A resposta curta. O Bombarral é um concelho agrícola, e a maior parte dos pedidos que recebemos aqui é para rega. O concelho está no sistema aquífero Caldas da Rainha–Nazaré (O33) e totalmente na região hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A), com a ARH Tejo e Oeste. Como a APA assinala nitrato e pesticidas nesta massa de água, e a extração já está perto dos recursos disponíveis, trabalhamos com caudal medido, análise da água e licença quando a bomba passa os 5 cv.

Rega: o pedido típico do Bombarral

As referências municipais descrevem o Bombarral como um concelho fortemente agrícola, com pera rocha, vinha, maçã e hortícolas. As freguesias são o Bombarral e Vale Covo, o Carvalhal, a Roliça e o Pó. Quem produz aqui pede-nos um furo para regar uma área que a rede não serve, ou que serve a um custo que não compensa. O nosso trabalho começa por perguntar três coisas: que área e que cultura, quantos meses de rega por ano, e se já há furos na vizinhança. Com isto dimensionamos o caudal que o furo precisa de dar, e não o máximo que dá.

O que sabemos do aquífero

O concelho está entre os cinco que a ficha do SNIRH associa ao sistema Caldas da Rainha–Nazaré: areias plio-plistocénicas, multicamada, entre livres e confinadas. A ficha trata em pormenor o vale das Caldas e o da Nazaré. Sobre o Bombarral não encontramos números de espessura nem de caudal que possamos citar, e por isso não os damos. O que a ficha diz do sistema inteiro aplica-se como aviso: a geometria dos depósitos é muito variável e imprevisível, e a presença ou ausência de intrusões evaporíticas muda a espessura saturada e a produtividade das captações. Dois pomares vizinhos podem ter furos muito diferentes.

O que a APA diz sobre quantidade e qualidade

No plano da região hidrográfica RH5A, em consulta para 2028–2033, a massa de água Caldas da Rainha–Nazaré aparece com estado químico medíocre por azoto amoniacal e em risco por nitrato e por pesticidas (simazina, desetilsimazina e desetilterbutilazina), com a agricultura como pressão dominante. A mesma massa tem bom estado quantitativo, mas está em risco porque o volume extraído pelas captações existentes se aproxima dos recursos disponíveis, e a pressão que a coloca em risco é, de novo, a agricultura. Em linguagem simples: a rega do Bombarral e a água do Bombarral são parte do mesmo problema que a APA descreve, e é razoável esperar que a ARH olhe com atenção para novos pedidos.

Análise da água para rega

Uma água pode ser boa para beber e má para regar, e o inverso. Para rega, pedimos análise com condutividade e cloretos, que dizem se a água pode salinizar o solo ao longo dos anos, e com nitratos, que contam como adubação. Se o furo vai servir também a casa, juntamos amónio e os parâmetros de potabilidade. Se o resultado for desfavorável, dizemos o que se pode fazer: captar noutro nível, misturar com outra água ou usar a água só para certas culturas.

Moradias e projetos maiores

  • Moradias e quintas: furo para jardim, piscina e horta, bomba até 5 cv e comunicação prévia.
  • Pomares e vinha: furo com depósito e bomba dimensionados à área; muitas vezes a potência passa os 5 cv e o processo é de licença.
  • Explorações com vários pontos de captação: estudo técnico próprio e licença para cada captação.

Licenciamento na ARH Tejo e Oeste

Segundo os planos da APA, o Bombarral está totalmente na RH5A. Uma bomba de 5 cv ou menos segue por comunicação prévia; uma maior, por licença, e ambas correm no SILiAmb. A perfuração espera pela resposta da ARH. Mais no guia de Licenciamento.

Concelhos vizinhos com página própria: Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche.

Quanto custa um furo no Bombarral

Um furo de rega para pomar ou vinha não se compra ao metro: compra-se ao caudal de que a cultura precisa. Para ter uma ordem de grandeza, as plataformas nacionais publicam 20 a 60 € por metro perfurado, e 4 000 a 8 000 € por um furo doméstico completo, sem bomba na maior parte dos casos. Para áreas grandes, fazemos orçamento técnico à parte. Os quadros estão em Preços.

Como pedir o orçamento

Indique o pin, a área a regar e a cultura, e se os vizinhos já têm furo.
Conferimos o sistema O33 e a ARH Tejo e Oeste, e o que a APA diz da massa de água.
Recebe a proposta em 24–48 h: perfuração, ensaio de caudal, análise para rega, bomba e licença.

Perguntas frequentes — Bombarral

Que ARH licencia um furo no Bombarral?

A ARH Tejo e Oeste. A APA lista o Bombarral como totalmente abrangido pela região hidrográfica RH5A (Tejo e Ribeiras do Oeste), e nós submetemos o processo no SILiAmb.

Preciso de licença para um furo de rega num pomar?

Depende da bomba: até 5 cv entregamos uma comunicação prévia, e acima disso o pedido é de licença. Regar áreas grandes costuma exigir mais potência, e nesse caso o processo é o mais demorado.

Em que aquífero fica o Bombarral?

No sistema Caldas da Rainha–Nazaré (O33), segundo a ficha do SNIRH. Para o Bombarral não encontramos números de espessura nem de caudal, por isso só o ensaio no seu terreno dá a profundidade e o caudal.

A água do furo serve para regar pera rocha ou vinha?

Só a análise o diz. Pedimos condutividade e cloretos, para avaliar o risco de salinização, e nitratos. O plano da APA assinala nitrato e pesticidas nesta massa de água, por pressão agrícola.

Um furo novo pode ser recusado?

A ARH pode pedir elementos, impor condições ou recusar, em função da massa de água, das captações próximas e do uso. A APA indica que a extração nesta massa de água já se aproxima dos recursos disponíveis, por isso preparamos o pedido com cuidado.

Quanto custa um furo de rega no Bombarral?

Muda com a área, a cultura e os meses de rega. As referências públicas estão em Preços; para um número concreto, envie o pin e a área.

Fontes

  1. APA, Plano de Gestão da Região Hidrográfica RH5A (Tejo e Ribeiras do Oeste), 4.º ciclo 2028–2033, 2.ª fase, Anexo II — QSiGA 7 e 13 (qualidade e extração de águas subterrâneas; intrusão salina) (PDF, março de 2026). apambiente.pt
  2. APA, PGRH RH5A 3.º ciclo (2022–2027), Resumo Não Técnico da AAE: lista de concelhos totalmente e parcialmente abrangidos pela região hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (PDF). apambiente.pt
  3. Almeida et al., "Sistemas Aquíferos de Portugal Continental", vol. I, INAG/SNIRH, 2000 — fichas dos sistemas aquíferos O10, O12, O19 e O33. doi.org
  4. "Sistema Aquífero: Caldas da Rainha – Nazaré (O33)", ficha do SNIRH (Almeida et al., 2000): litologia, espessuras, transmissividades e caudais de exploração. docslib.org
  5. AMPV, "Bombarral" — concelho agrícola (pera rocha, vinha, maçã e hortícolas) e freguesias. ampv.pt
  6. Zaask, "Quanto custa fazer um furo de água?" — 20 a 60 €/m, média ≈ 30 €/m. zaask.pt
  7. idealista/news, "Poços e furos de água: é necessário licenciamento?" (14 set. 2026) — preços, regras de 5 cv, taxa, 100 m entre captações. idealista.pt
  8. APA — Licenciamento online (SILiAmb), módulo de recursos hídricos. apambiente.pt

Fontes consultadas até 16 de outubro de 2026. Valores indicativos; confirme sempre com a proposta e com a ARH.

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