Licenciamento · ARH Centro e ARH Tejo e Oeste

Licenciamento de Furos de Água entre Leiria e Peniche

É sempre preciso tratar do licenciamento do furo. O processo corre na APA, no SILiAmb: comunicação prévia para bombas até 5 cv e licença acima de 5 cv. Quem decide é a ARH do Centro ou a do Tejo e Oeste, conforme o terreno. Nós tratamos do processo.

✓ Gratuito e sem compromisso✓ Resposta em 24–48 h✓ Licenciamento tratado por nós

Revisto em 16 de outubro de 2026 · Fontes no fim da página

A regra em resumo

Todos os furos passam pela APA. Qualquer captação de água subterrânea, doméstica, agrícola ou industrial, nova ou antiga, tem de ser comunicada ou licenciada no SILiAmb, a plataforma de licenciamento ambiental da APA. A decisão cabe à Administração da Região Hidrográfica (ARH) competente.

Bomba até 5 cv: comunicação prévia à ARH, sem taxa administrativa, antes de executar o furo. Recomenda-se aguardar a confirmação da ARH antes de perfurar.

Bomba acima de 5 cv: licença de pesquisa antes da perfuração e autorização (título) de captação depois da obra, com taxa e documentação técnica.

Uma bomba pequena não é uma autorização automática: a ARH pode pedir elementos, impor condições ou recusar, em função da massa de água, das captações próximas e do uso pretendido. Por isso o processo trata-se antes de a máquina entrar no terreno.

Que ARH recebe o pedido

A zona centro está dividida entre duas regiões hidrográficas, e a APA lista vários concelhos nas duas. Esta é a leitura que fazemos dos planos da APA, e confirmamos sempre pelo pin do terreno antes de submeter:

ConcelhoRegião hidrográfica nos planos da APAARH
Alcobaça, Nazaré, BombarralRH5A, totalmenteTejo e Oeste
Caldas da Rainha, Óbidos, PenicheRH5ATejo e Oeste
Leiria, Marinha Grande, BatalhaRH4A e, em parte, RH5ACentro ou Tejo e Oeste, conforme o terreno
Porto de Mós, Ourém, PombalRH4A e RH5A (parcial)Centro ou Tejo e Oeste, conforme o terreno
Fonte: APA, resumos não técnicos da AAE dos PGRH RH4A e RH5A (3.º ciclo, 2022–2027). As listas das duas regiões não coincidem em todos os concelhos.

Como tratamos do processo

Recolha dos dados. Pin do terreno, uso da água, potência prevista da bomba e documentos do prédio e do proprietário.
Confirmação da ARH. Pelo pin, vemos qual das duas ARH recebe o pedido e se o terreno tem condicionantes (Parque Natural, orla costeira, Rede Natura 2000).
Submissão no SILiAmb. Comunicação prévia ou pedido de licença, com a localização exata do furo e a finalidade. Acompanhamos a resposta e respondemos a pedidos de elementos.
Perfuração e relatório final. Perfuramos, entubamos e ensaiamos o furo. O processo da APA prevê o relatório final dos trabalhos, em formulário próprio; acima de 5 cv segue-se ainda o pedido de captação.

Documentos a preparar

  • Certidão permanente do registo predial do terreno, atualizada.
  • Documento de identificação e NIF do proprietário e comprovativo de morada fiscal. Empresas: certidão comercial.
  • Se não for o proprietário: contrato de arrendamento ou de cedência do terreno.
  • Mapa ou fotografia aérea com o limite do terreno e o ponto do furo (o pin do Google Maps é o ponto de partida).
  • Uso da água: consumo humano (quantas casas e pessoas), rega (área e cultura: horta, pomar, vinha…), animais (tipo e número).
  • Bomba prevista: elétrica ou solar, e potência em cv. Indique também se o projeto tem financiamento associado.

Não precisa de ter tudo para pedir orçamento, mas ter estes elementos preparados encurta o processo. Não envie documentos de identificação pelo formulário do site: pedimo-los depois, pelo canal adequado.

Custos do licenciamento

ItemValor de referência
Comunicação prévia (bomba até 5 cv)Sem taxa administrativa
Taxa de apreciação da APA, quando é exigido títuloPode ficar abaixo de 200 € para uma captação particular
Relatório final e responsabilidade técnicaCobrados por nós, em linha separada na proposta
Taxa de Recursos Hídricos (TRH)Anual, conforme o uso e o volume
Valores indicativos (idealista, set. 2026). A taxa da APA é atualizada todos os anos.

Condicionantes na zona centro (outubro de 2026)

Não verificámos uma suspensão geral de novos furos nos concelhos desta faixa, mas há quatro pontos a ter em conta. Confirmamos em cada pedido o que está em vigor.

Estado das massas de água. Nos planos em consulta para 2028–2033, a APA classifica com estado químico medíocre as massas de água Vieira de Leiria–Marinha Grande e Louriçal (fósforo total) e Caldas da Rainha–Nazaré (azoto amoniacal), e coloca em risco por nitrato as de Ourém e do Maciço Calcário Estremenho. Na RH5A, a APA refere ainda que a extração de várias massas de água se aproxima dos recursos disponíveis. Isto não impede o furo, mas pesa na apreciação da ARH e torna a análise da água indispensável se a água for para beber.
Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Abrange, segundo a lista municipal de cogestão, os concelhos de Alcobaça, Porto de Mós e Ourém, entre outros. Segundo o resumo do regime do Parque que consultámos, as captações ficam sujeitas a parecer do ICNF; confirmamos o regime em vigor para o seu terreno.
Orla costeira e áreas classificadas. O Programa da Orla Costeira Alcobaça–Cabo Espichel abrange concelhos do litoral, como Nazaré, Óbidos e Peniche, e há áreas da Rede Natura 2000, como a ZEC Peniche/Santa Cruz. Em cada pedido vemos pelo pin se o terreno cai numa dessas faixas.
Água para beber. Onde existe rede pública de abastecimento, em regra a água do furo não a pode substituir para beber e cozinhar; pode servir para rega e outros usos. Para consumo humano, faça a análise num laboratório acreditado (pesquisa no IPAC).

Furos existentes e furos antigos

Comprou uma casa com um furo sem papéis? É uma situação frequente. O furo tem de ser regularizado na APA/ARH: reúna o que souber (profundidade, bomba, data aproximada, quem o fez) e peça-nos a regularização. Um furo sem título é uma contraordenação ambiental, pode ter de ser selado e complica a venda do imóvel. Não aplique automaticamente a um furo antigo as condições de um furo novo; cada caso é confirmado com a ARH.

Habilitação e relatório final

A pesquisa e captação de águas subterrâneas é uma atividade regulada, que exige habilitação (Decreto-Lei n.º 133/2005; a APA mantém informação sobre esta atividade). O relatório final do furo, com a profundidade, o perfil geológico, o entubamento e o ensaio de caudal, é entregue no fim da obra. Entregamos sempre este relatório.

Ver quanto custa o furo, com e sem licenciamento →

Perguntas frequentes

É preciso licença para fazer um furo de água?

É sempre preciso tratar do licenciamento do furo: todas as captações de água subterrânea passam pelo processo da APA, no SILiAmb. Comunicação prévia para bombas até 5 cv e licença para bombas acima de 5 cv. Nós tratamos do processo.

Que ARH recebe o meu pedido, a do Centro ou a do Tejo e Oeste?

Depende do concelho e, em vários, do local do terreno. Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral e Peniche ficam na RH5A (ARH Tejo e Oeste). Leiria, Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós, Ourém e Pombal aparecem nos planos da APA nas duas regiões, e confirmamos pelo pin.

Quanto custa licenciar um furo?

A comunicação prévia (bomba até 5 cv) não tem taxa administrativa. Quando é exigido título, a taxa de apreciação da APA pode ficar abaixo de 200 € para uma captação particular (idealista, 2026). Cobramos à parte o relatório final e a responsabilidade técnica. Há ainda a Taxa de Recursos Hídricos, conforme o uso.

Tenho um furo antigo sem papéis. O que faço?

Reúna o que tiver (profundidade, bomba, data aproximada) e peça a regularização. Um furo sem título é uma contraordenação ambiental e pode ter de ser selado; a situação concreta é confirmada com a ARH.

Um furo no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros tem regras especiais?

Pode ter. Alcobaça, Porto de Mós e Ourém estão entre os concelhos do Parque, e segundo o resumo do regime do Parque que consultámos, as captações ficam sujeitas a parecer do ICNF, além do processo na APA. Confirmamos o regime em vigor pelo pin antes de propor o furo.

Fontes

  1. APA — Licenciamento online (SILiAmb), módulo de recursos hídricos. apambiente.pt
  2. Decreto-Lei n.º 226-A/2007, de 31 de maio — regime da utilização dos recursos hídricos. pgdlisboa.pt
  3. Agência Portuguesa do Ambiente — atividade de pesquisa e de captação de águas subterrâneas (atividade regulada, Decreto-Lei n.º 133/2005). apambiente.pt
  4. idealista/news, "Poços e furos de água: é necessário licenciamento?" (14 set. 2026) — preços, regras de 5 cv, taxa, 100 m entre captações. idealista.pt
  5. APA, PGRH RH4A 3.º ciclo (2022–2027), Resumo Não Técnico da AAE: lista de concelhos totalmente e parcialmente abrangidos pela região hidrográfica do Vouga, Mondego e Lis (PDF). apambiente.pt
  6. APA, PGRH RH5A 3.º ciclo (2022–2027), Resumo Não Técnico da AAE: lista de concelhos totalmente e parcialmente abrangidos pela região hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (PDF). apambiente.pt
  7. APA, Plano de Gestão da Região Hidrográfica RH4A (Vouga, Mondego e Lis), 4.º ciclo 2028–2033, 2.ª fase, Anexo II — QSiGA 7 (poluição de águas subterrâneas): massa de água Vieira de Leiria–Marinha Grande (PT04O12), estado químico medíocre por fósforo total (PDF, março de 2026). apambiente.pt
  8. APA, Plano de Gestão da Região Hidrográfica RH5A (Tejo e Ribeiras do Oeste), 4.º ciclo 2028–2033, 2.ª fase, Anexo II — QSiGA 7 e 13 (qualidade e extração de águas subterrâneas; intrusão salina) (PDF, março de 2026). apambiente.pt
  9. Município de Ourém, Cogestão do PNSAC: concelhos abrangidos pelo Parque (Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Torres Novas). ourem.pt
  10. Resolução do Conselho de Ministros n.º 57/2010, de 12 de agosto — regime do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (captações de água sujeitas a parecer do ICNF, segundo o resumo consultado). diariodarepublica.pt
  11. APA, Programa da Orla Costeira Alcobaça–Cabo Espichel (POC-ACE) — concelhos abrangidos, incluindo as lagoas de Óbidos e da Albufeira e as Berlengas. apambiente.pt
  12. ICNF, ZEC Peniche/Santa Cruz (PTCON0056) — sítio da Rede Natura 2000 (cerca de 83 km², 66 % marinho). icnf.pt
  13. IPAC — pesquisa de laboratórios acreditados. ipac.pt

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